Segunda-feira, 6 de março de 2017 às 5:32 em Apoio conscientização
Saiba tudo sobre depressão: entenda os sintomas e tratamentos

Porque nem sempre estar triste significa que se está desenvolvendo um quadro depressivo. Entenda tudo mais sobre esta doença.

O que é depressão

É uma doença psiquiátrica que realiza mudanças químicas no cérebro.
Os sintomas da depressão são físicos e psicológicos, como uma prolongada e profunda tristeza.
Mas, há outros fatores que podem contribuir para o surgimento da depressão, tais como: tristeza, circunstâncias difíceis no decorrer vida, estresse, alterações nos níveis de hormônio, algumas condições médicas e fator genético.

Quaisquer destes fatores, sozinhos ou combinados podem causar uma precipitação nas alterações na química do cérebro, levado a inúmeros sintomas depressivos.
Ela é uma doença considerada muito comum e mais impactante do mundo.
Afetando em média uma a cada cinco mulheres e um a cada dez homens.
Em torno de 25% das mulheres e 12% dos homens estarão sendo afetados pela depressão em algum ponto de suas vidas.
El afeta duas vezes mais as mulheres do que os homens e é mais comum o surgimento entre adultos jovens do que em idosos.
Se a depressão for tratada corretamente (de preferência em seu estágio inicial), o tratamento será mais eficaz para todos os tipos de depressão.
As mais decorrentes são: transtorno bipolar (sintomas graves da doença) e Depressão Nervosa. Depressão Bipolar (Doença Maníaco-Depressiva)
A depressão bipolar é uma alternância entre a depressão profunda e uma alegria em excesso.
Estes dois tipos de crise variam, repercutindo nas emoções, ideias, sensações e comportamento.
Perdendo o domínio da personalidade sem que a pessoa perceba. Existe também a de característica bipolar leve, moderada ou grave.

Os sintomas da depressão bipolar são: falta de noção da realidade, vozes, delírios, ideias bem estranhas, irritação extrema, emoções imprevisíveis e repentinas.
Depressão nervosa conhecida como depressão maior.

É uma alteração de humor definida como uma emoção propagada e insistente que altera a percepção do mundo.
O humor atinge o comportamento, afetando também a forma de sentir a si mesmo e a sua vida em geral.

Sintomas da depressão

Afeta os pensamentos, o comportamento, a saúde e as emoções. Descubra os sintomas mais comuns desta doença.
Sentimentos: tristeza, mau humor, desinteresse nas atividades favoritas e no sexo, explosões de raiva, perda de interesse em momentos com familiares e amigos, desespero e culpa.
Pensamentos: auto-agressão, dificuldades para tomar decisões, se concentrar e lembrar de coisas rotineiras, além de alucinações e ilusões (em casos graves).
Comportamentos: ausência nos compromisso de trabalho, escola e outros, abuso de substâncias ilícitas e tentativa de se auto-prejudicar. 

Problemas físicos: Mudanças de apetite, dores, dormir muito ou pouco, problemas sexuais, pouca energia, muito cansaço, aumento ou perda de peso, dores inexplicáveis como: má digestão, dor de cabeça ou no corpo, azia, tensão na nuca e nos ombros, dores de barriga, sensação de pressão no peito, sensação de sentir seu corpo pesado, flatulência, diarréia ou constipação entre outros. 
Para que o transtorno depressivo maior, que é o mais comum, seja diagnosticado, os sintomas listados acima devem ocorrer diariamente e prosseguir por mais de 2 semanas seguidas. Isso causa um abalo no cotidiano funcional do indivíduo.

Causas da depressão

Vários fatores contribuem para o surgimento desta doença, incluindo estresse, certas doenças sistêmicas, tristeza, abuso de substâncias, características genéticas, alterações nos níveis hormonais ou certos medicamentos que tem como efeito colateral o surgimento de uma depressão secundária.
Muitos destes fatores juntos ou isolados podem gerar uma mudança específica na química do cérebro gerando alguns sintomas da depressão:

– Fatores Orgânicos
A depressão pode surgir por problemas emocionais ou psicológicos, mas também vários fatores de risco e causas orgânicas.

– Fatores Genéticos
Pessoas com familiares depressivos possuem mais chance de desenvolver a doença que pode ser herdada geneticamente.

Mas, ter familiares próximos com outros tipos de problemas psiquiátricos, como distúrbios afetivos, alcoolismo e síndrome do pânico podem também ser fatores de risco.

– Neurotransmissores
São substâncias químicas geradas pelos neurônios com funções importantes para o nosso cérebro.

Muitas das doenças psiquiátricas estão ligadas a alguns neurotransmissores, são eles: ácido gama aminobutírico (GABA), noradrenalina, serotonina, acetilcolina e dopamina.
A fartura ou ausência de alguns destes neurotransmissores em certas partes do cérebro humano poderá iniciar graves distúrbios neurológicos e psiquiátricos no indivíduo.
Pois, eles é que permitem uma comunicação entre as células nervosas principais e a ausência dos neurotransmissores causa o surgimento desse quadro depressivo.

– Dependência química
Álcool e drogas causam efeitos quando há um aumento na liberação de um neurotransmissor denominado dopamina no cérebro, provocando estado de euforia e uma sensação agradável.
O uso contínuo de álcool ou drogas torna pouco sensível o sistema da dopamina, fazendo com que ela se acostume com a presença destas substâncias.
Por esse motivo, os viciados necessitam cada vez mais de uma maior quantidade de álcool ou drogas para chegarem ao mesmo nível de satisfação, podendo deixá-los deprimidos ao passar o efeito destas substâncias.

– Alterações do cérebro
Indivíduos com transtorno depressivo crônico na maioria das vezes possuem alterações na anatomia do cérebro, como diminuições de volume nas áreas do cérebro como o hipocampo e o lobo frontal.

– Doenças cerebrais
A própria lesão direta do cérebro ao passar por um acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame cerebral aumenta o risco do surgimento da depressão.

– Doenças crônicas
Pessoas portadoras de doenças crônicas ficam mais suscetíveis e sensíveis ao surgimento da depressão.
As doenças mais comuns são: hipotireoidismo, doença inflamatória intestinal, AIDS, cirrose, doenças cardíacas, fibromialgia, diabetes, lúpus, artrite reumatoide, entre outras.

– Fatores psicológicos
Quem possui estresse emocional ou passou por uma situação traumática pode desenvolver a depressão nervosa ou a depressão bipolar.

– Traumas de infância
Traumas ocorridos na infância são considerados graves, sendo um fator de risco para desenvolver sintomas da depressão causadores de um processo de amargura.
Entre os traumas estão agressões, falecimento de um ente próximo, ausência do pai, abusos ou ausência afetiva por parte dos pais.

– Depressão pós-parto

É um transtorno depressivo que surge em algumas mulheres após dar a luz.
Excesso de críticas, separação matrimonial, baixa autoestima, muitas cobranças por parte da família, dificuldade econômica persistente ou isolamento social também são fatores comuns para desencadear esse tipo de enfermidade depressiva.

Diagnóstico da depressão

Ele é realizado por um médico psiquiatra que se baseia nos sintomas para um diagnóstico mais preciso.
O médico psicólogo pode inicialmente começar uma terapia e ter sucesso com o o tratamento, desde que a pessoa com o problema não abandone o tratamento.
Além disso, verifica a duração e as consequências globais que estão causando na vida da pessoa.
Atualmente não existe nenhum tipo de exame de imagem ou laboratorial que diagnostique o estado de depressão, embora possam ser realizados alguns exames de sangue para descartar outras doenças com sintomas semelhantes, por exemplo, o hipotireoidismo.
A depressão tem cura, basta realizar um tratamento adequado.
Para começar é diagnosticado os sintomas se eles ocorrerem por duas ou mais semanas.
Afetando suas atividades e sua capacidade de manter seu trabalho, relacionamentos, cuidar de si mesmo e seu estado de ânimo.
O médico também poderá realizar uma série de perguntas para identificar se o paciente está ou não depressivo.

Tratamento para a depressão

Há muitas técnicas para tratar esse quadro de tristeza excessiva e falta de vontade de viver.
De acordo com os sintomas e características de cada pessoa, os médicos podem optar em aplicar um ou mais tipos de psicoterapia.
O ideal é que ocorra várias sessões de tratamento interpessoais com um profissional qualificado.
Além disso, os médicos podem receitar um medicamento e indicar mudanças para melhorar o estilo de vida para a redução do estresse, realização de atividades físicas, hábitos alimentares saudáveis e melhora de muitos sintomas.
Diminuindo e até melhorando muito o estado depressivo do paciente.
A combinação de (medicamentos + psicoterapia) é mais imediato do que manter um tratamento isolado escolhendo somente uma das opções.
Assim, a depressão tem cura, mas é preciso muita força de vontade do paciente.
O objetivo da maioria dos tratamentos é que ocorra uma mudança no estilo de vida do depressivo.
São ferramentas simples, mas muito essenciais no tratamento. Às vezes é só o que o paciente precisa para conseguir sair de seu quadro depressivo.

Mudanças em seu estilo de vida que pode ajudar a tratar a depressão

Praticar exercícios regularmente – É muito eficaz no tratamento tanto quanto os medicamentos.

Nutrição – Ter uma alimentação saudável e nos horários corretos é muito importante para melhorar a parte da saúde mental e física.

Ter um bom sono – Não dormir direito deixará você de mau humor, isso agravar os sintomas da depressão nervosa.
essoas depressivas costumam dormir muito ou não conseguir dormir porque os níveis dos hormônios noradrenalina e serotonina ficam alterados.


Sendo que dormir corretamente é importante para o cérebro conseguir regular novamente os hormônios e amenizar os sintomas da depressão.

Vida social – Faça amizades, pessoalmente e em redes sociais, mantenha contato com seus familiares, mesmo sem vontade aceite convites para passeios, jantares e festas, frequente locais com grupos de pessoas, se inscreva em cursos para ter oportunidade de conviver com pessoas.
Ter uma vida social vai ajudar muito você a sair da depressão.

Reduzir o estresse – Toda a mudança para melhor que ocorrer em sua vida irá ajudar na redução do estresse.

Evite bebidas com álcool – No início sentirá uma sensação de euforia, mas depois precisará tomar mais doses levando ao vício que é muito prejudicial para a depressão.
Observe as pequenas coisas – A depressão não deixa a pessoa ver as coisas prazerosas e belas da vida.

Então, perceba a beleza por exemplo, em uma pequena flor, nas nuvens, no luar, no por do sol, em um jardim, o sabor de uma fruta ou comida e apreciar uma caminhada livre observando a paisagem.
Fique longe das pessoas negativas e mal humoradas.

Medicamentos antidepressivos usados para tratar a depressão
Há inúmeros tipos de fármacos para agir no combate ao estado depressivo. Atualmente, as classes mais usadas no mercado são:
Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS ou SSRI)

– Os principais são: Paroxetina, Sertralina, Escitalopram,Citalopram e Fluoxetina.
Inibidores seletivos da recaptação da serotonina e noradrenalina (ISRSN ou SNRI)

– Os principais são: Duloxetina, Desvenlafaxina, Milnaciprano e Venlafaxina.
Antidepressivos atípicos

– Os principais são: Nefazodona, Trazodona, Bupropiona e Mirtazapina.

Não há uma fórmula pronta para todos os pacientes com depressão.
O medicamento deve ser escolhido pelo médico dependendo de cada característica clínica do paciente analisado.
Encontrar a medicação certa para cada pessoa requer tempo e é através da tentativa e erro que se chega a melhor opção.
Até que o médico perceba que determinada medicação prescrita ou combinada com outra surtiu efeito.

Depressão tem cura?

Sim, depressão tem cura. Para atingir um nível excelente em seu estado depressivo é necessário ter paciência.
Pois, passará por um período longo de tratamento para que os circuitos do cérebro estejam prontos para reiniciar-se.
Isso melhora extremamente a depressão até atingir um estágio de completa cura. Mas, há casos com ocorrências de recaída.
Há diversos tratamentos como medicações, terapia e mudanças no seu estilo de vida, todos juntos ou separados com certeza ajudarão você a se livrar da depressão e recuperar sua qualidade de vida.

A depressão fica muito agravada quando não é tratada.

Muitas pessoas não percebem seus sintomas deixando de procurar um auxílio médico para começar rapidamente um tratamento.
Isso torna mais demorada e complicada a melhora do quadro depressivo.
Mas, se a depressão é diagnosticada e tratada em seu estágio inicial, seus sintomas ficam mais simples de serem controlados usando inúmeras estratégias eficazes no combate desta doença.

Há diferenças em estar triste e estar depressivo?
Se for só uma tristeza passageira o indivíduo apresentará períodos de melhora rapidamente no decorrer do dia, sendo capaz de esquecer muitas vezes a causa da sua tristeza, como, por exemplo, assistindo seu programa favorito ou se arrumando para ir a uma festa ou reunião de amigos ou recebendo um telefonema de um familiar querido.

Nos casos de depressão, o sentimento é contínuo e não diminui com a ajuda de outros fatores externos, como os citados a cima.
Quem está com depressão costuma apresentar sentimentos de culpa, sem motivo algum.
O estado de tristeza tem sempre uma determinada causa, a depressão não. Ela simplesmente está com o indivíduo.

Atitudes que pioram sua depressão

– Ficar isolado da sociedade.

– Ingerir comidas gordurosas.

– Ter o hábito de ingerir bebidas alcoólicas.

– Ser sedentário.

– Abandonar o tratamento. 

 Fonte: Tedioso.com

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